Sempre fui fascinado pela forma como são concebidas e construídas as diversas narrativas através da história da humanidade. Foi em 1999 que conheci a obra “O herói de mil faces” de Joseph John Campbell, e seu estudo sobre o Monomito, também conhecido como a “Jornada do Herói”. Dos doze estágios descritos o mais extraordinário para mim é o quarto, quando o herói se encontra com “um mentor que o faz aceitar o chamado, informando-o e o treinando para sua aventura”. A ideia de alguém ou algo determinante para o “início da aventura” de uma pessoa me faz pensar no Querer, Poder e Dever de cada indivíduo quando escolhe atender ao seu chamado.

Há alguns anos tenho participado de vários diálogos sobre o conceito de propósito; buscando compreender suas raízes, motivações e os valores relacionados. Reconheço que o termo tenha se tornado refém dos vários modismos, mas isso não diminui a importância de perceber quando somos chamados a realizar algo ou nos realizar; seja por nossa vontade, potencialidade ou compromisso.

Mesmo depois de muitas conversas e reflexões, ainda surgem dúvidas se a Filosofia Conscienciológica Humanista foi um chamado que fiz às pessoas (como provoquei no livro Uma Jornada Consciente) ou se ela me veio como chamado para eu mesmo me aventurar. O fato é que essa forma de pensar e agir encontrou eco no meu QUERER, uma conexão com minha vontade de uma vida mais consciente e plena; assim como o tem sido para algumas outras pessoas.

Desde o lançamento do primeiro Manifesto pela Conscienciologia Humanista em 2015 nossas percepções se expandiram, tanto pelos estudos quanto pelas aplicações práticas da filosofia ao cotidiano. Esse desenvolvimento encontrou eco no nosso PODER, na manifestação de nossas potencialidades; passamos a reconhecer que podíamos ir além e transcender cenários que antes nos pareciam intransponíveis.

No caminho que fizemos do QUERER, passando pelo PODER, chegamos até esse novo limiar onde encontramos nosso DEVER; assumindo o compromisso de expandir essa visão sobre a consciência humana para àqueles que querem iniciar suas próprias jornadas conscientes. Nossa resposta a esse chamado se materializa na proposta do Instituto Konscio.

Muito longe do senso comum de herói, e distante ainda mais da ideia de “super-herói”, nós conscienciólogos humanistas relacionamos a figura do herói como sendo o indivíduo protagonista de sua própria história; não um “salvador da pátria” para os outros, como nós mesmos não o somos, mas um desbravador ou conquistador de si mesmo. Este é o chamado que lançamos àqueles que buscam por uma jornada mais consciente.

Assumimos que…

“A essência do propósito é fazer aquilo em que acreditamos, e que faça bem a alguém, além de nós mesmos!”

Por isso queremos compartilhar nossa vontade e potencialidades para cumprir nosso compromisso de promover a plena consciência, respeitando e valorizando toda singularidade humana.

 

Rafael Giuliano,
Conscienciólogo Humanista

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